5 de fevereiro de 2011

"TELE LEÃO" Reflexo de uma má utilização!















      Você chegou e deu um colorido todo especial ao nosso lar. Quase que sorrateiramente foi ocupando todos os espaços. Primeiro ocupou os espaços físicos, a sala, os quartos, a cozinha. Logo em seguida conquistou nossos corações.

Passamos a acordar juntos, tomar café da manhã, almoçar, jantar, dormir. Tornamos-nos dependentes um do outro. Você tornou-se parte da nossa família.

Te queremos tanto, que nos privamos de muitas coisas por tua causa, de sair, dar um passeio, visitar parentes e amigos, ir às festas. Tudo isso só para não te deixar só.

Sacrificamos inclusive o que tínhamos por mais importante em nossa vida, o culto ao nosso Deus, falo tanto do doméstico quanto do congregacional. Sacrificamos com isso a presença calorosa dos irmãos, a adoração, a comunhão, as orações, o partir do pão, a doutrina. Quando por um acaso vamos ao templo, aguardamos e desejamos ansiosamente o final da celebração só para te reencontrar.

Não importa o que as pessoas falem a nosso respeito, eles não entendem nada. O que nasceu entre nós é profundo e inatingível!

Você conseguiu mudar nossos paradigmas, nossos valores, nossos costumes, e às vezes, nem precisou falar nada, apenas com a eloqüência silenciosa da imagem nos convenceu.

Não dá para imaginar a vida sem você.

Te amamos muito TELEVISÃO!

Autor desconhecido.

4 de fevereiro de 2011

NOSSA INFIDELIDADE DE CADA DIA...



Todas as vezes que o ocorre uma separação entre o homem e Deus sempre somos nós, os homens, que rompemos a comunhão. E isso se dá por vários motivos, como podermos observar alguns abaixo relacionados:

- Quando desobedecemos :

Gn 3.8 “E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim”

- Quando estamos com medo do chamado de Deus para nós:

Êx4.10  “Então disse Moisés ao SENHOR: Ah, meu Senhor! eu não sou homem eloqüente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua”

- Quando estamos com medo e não prosseguimos:

Gn 12.10
E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra.

- Quando cedemos  a tentação:

Sm 11.3 “E mandou Davi indagar quem era aquela mulher; e disseram: Porventura não é esta Bate-Seba, filha de Eliã, mulher de Urias, o heteu?”

- Quando deixamos de ouvir e esperar em Deus:

Sm 13.13 “ Então disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente, e não guardaste o mandamento que o SENHOR teu Deus te ordenou; porque agora o SENHOR teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre”

- Quando nos acomodamos espiritualmente:

Is  6.1  “No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo.”

- Quando temos medo de demonstrar nossa fé:

Mt 26.74 “ Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o GALO cantou”

- Quando abandonamos nossa comunhão:

Hb 10.25  “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia”


Fora estes casos, podemos citar muitos outros casos ocorridos na história do povo de Deus. Mas o que quero mesmo através desta postagem é lembrar-nos que apesar de nossa infidelidade em certos momentos da caminhada, o Senhor jamais nos rejeita e sempre nos convida a voltarmos novamente a comunhão com Ele.

               Nesse momento ouça a voz do Pai lhe chamando, mais uma vez,  com sua doce e inefável voz:  “...VINDE após mim...” Mc 1.17

UMA CARTA AO MEU MESTRE




 Querido professor, 


          Venho hoje agradecer-te pelo seu esmero em nos ensinar com suas palavras e ações a crescer na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo. Tens sido meu exemplo em tudo que faço: em oração, em vigilância, em comunhão, em adoração, em obras, compromisso, enfim tudo que seja edificante para um servo de Deus.

      Sei que no início dei muito trabalho a você em sala de aula mas, como todo bom investidor, você não olhou meus defeitos mas minha qualidades e lutou, orou e conseguiu fazer de mim um aluno dedicado e aplicado na EBD. 

      Hoje posso dizer e testemunhar que ainda há pessoas que não abrem mão de seus propósitos e mesmo tendo pouco recursos conseguem cativar e envolver alunos em todas as atividades de nossa escola bíblica. 

       Que Deus abençoe sua vida ainda mais e use-o sempre em nossa EBD, pois assim seremos cada vez mais edificados espiritualmente.
        
       Fique com Deus.

DE: Todos os alunos de EBD.
PARA: Todos os professores de EBD de nosso país.

Obs: Uma homenagem do Ebdicas a você querido professor!

3 de fevereiro de 2011

A ALEGRIA DE REENCONTRAR UM AMIGO!

A Paz do Senhor Jesus para todos os amigos que visitam este humilde blog.



    












        Hoje retorno as atividades inerentes a este. Louvo a Deus por esta oportunidade e o exalto por se tão misericoridoso e amoroso com este servo seu. Depois de muito as dias há muitas novidades a serem contadas mas gostaria de me apegar somenta a uma: A ALEGRIA DE REENCONTRAR UMA DAS PRIMEIRAS PESSOAS QUE FALOU DE JESUS PARA ESTE POBRE PECADOR.

       O irmão Pedro(Coroatá-MA), nos tempos de escola no antigo segundo grau, usado por Deus, sempre  no inicio das aulas em nossa classe, ministrava a Palavra de Deus. Não confessei Jesus como meu Salvador naquele tempo(que pena!!) mas a semente que aquele jovem pregador semeou, foi o começo da revelação que eu precisava ter a respeito da minha condição de vil pecador e um homem carente da Graça salvadora de Jesus.

       Pois bem reencontrei, com ajuda da internet, meu amigo e hoje irmão Pedro(depois de 11 anos), dei glórias a Deus porque além de lembrar dos bons tempos de escola e amigos de minha querida cidade de Coroatá-Ma, pude perceber e ser chamado(a valorizar ainda mais) a repartir aquilo que de graça recebi: A TÃO GRANDE SALVAÇÃO!

       Que Deus abençoe a nós, atalaias da última hora, para não esquecermos de nossa nobre missão: EVANGELIZAÇÃO E MISSÕES.

        Ao irmão Pedro( seu blog: visaobiblica.blogspot.com) um abraço e oro para que continue em seu ministério pois sabemos que "aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.

        Fiquem na Paz do Senhor.
    

8 de novembro de 2010

7 DICAS PARA AULAS MELHORES








1 – Incite, não informe
Uma boa aula não termina em silêncio, ou com os alunos olhando para o relógio. Ela termina com ação concreta. Antes de preparar cada aula, pergunte-se o que você quer que seus alunos aprendam e façam e como você os convence disso?
Olhe em volta, descubra o que pessoas, nas mais diferentes profissões, fazem para conseguir a atenção dos outros. Por exemplo, ao fazer um resumo de uma matéria, não coloque um “título”; imagine-se um repórter e coloque uma manchete. Como aquela matéria seria colocada em um jornal ou revista? Use o espírito das manchetes, não seja literal, nem tente ser um professor do tipo:
Folha: Números Primos encontrados no congresso. 68% dos outros algarismos são contra.
IstoÉ: Denúncia: A conta secreta de Maurício de Nassau. Fernando Henrique poderia estar envolvido, se já fosse nascido.
Zero Hora: O Mar Morto não fica no Rio Grande do Sul. Apesar disso, você precisa conhecê-lo.
Caras: Ferro diz que relacionamento com oxigênio está corroído: “Gás Nobre coisa nenhuma”.
 2 – Conheça o ambiente
Você nunca vai conseguir a atenção de uma sala sem a conhecer. Onde moram os alunos e como eles vivem – quem vem de um bairro humilde de periferia não tem nada a ver com um morador de condomínio fechado, apesar de, geograficamente, serem vizinhos. Quais informações eles tiveram em classes anteriores, quais seus interesses. Mesmo nas primeiras séries cada pessoa tem suas preferências e o grupo assume determinada personalidade. 
3 – No final das contas (e no começo também)
As partes mais importantes de uma aula são os primeiros 30 e os últimos 15 segundos. Todo o resto, infelizmente, pode ser esquecido se você cometer um erro nesses momentos.
Os primeiros 30 segundos (principalmente das primeiras aulas do ano ou semestre) são um festival de conceituação e de cálculo dos discentes. Mesmo inconscientemente, eles respondem às seguintes questões:
- Quem é esse professor? Qual seu estilo?
- O que posso esperar dessa aula hoje e durante todo o ano?
- Quanto da minha atenção eu vou dedicar?
E isso, muitas vezes, sem que você tenha aberto a boca.
 4 – Simplifique
Você certamente já presenciou esse fenômeno em algumas palestras: elas acabam meia hora antes do final. Ou seja, o apresentador fala o que tinha que falar, e passa o resto do tempo enrolando. Ou então, pior, gasta metade da apresentação com piadas, truques de mágica, histórias pessoais que levam às lágrimas, “compre meu livro” e aparentados, e o assunto, em si, é só apresentado no final – se isso.
Por isso, uma das regras de ouro de uma boa aula é – simplifique, tanto na linguagem como na escrita. Caso real: reunião de condomínio na praia, uma senhora reclamava que sua TV não funcionava direito.
Explicaram-lhe que era necessário sintonizar em UHF. Ela então perguntou para quê a diferença entre UHF e VHF. Um vizinho prestativo passou a discorrer sobre diferenças na recepção, como uma transmissão poderia interferir na outra, nas características geográficas… Ela continuava com aquela cara de quem não entendia nada. Até que um garoto resumiu a questão em cinco letras:
“AM e FM.”
“Ahhh, entendi.”
Escrever e falar da maneira mais simples possível não significa suavizar a matéria ou deixar de mencionar conceitos potencialmente “espinhosos”. Use e abuse de exemplos e analogias. Divida a informação em blocos curtos, para que seja melhor assimilada.

5 – Ponha emoçãoCerto, você tem PhD naquela área, pesquisou o assunto por meses a fio, foi convidado para dar aulas em faculdades européias. Mesmo assim, seus alunos podem não prestar atenção em você. Segundo estudos, o impacto de uma aula é feito de:
- 55% estímulos visuais – como você se apresenta, anda e gesticula;
- 38% estímulos vocais – como você fala, sua entonação e timbre;
- e apenas 7% de conteúdo verbal – o assunto sobre o qual você fala.
Apoiar-se somente na matéria é uma forma garantida de falar para a parede, já que grande parte dos alunos estará prestando atenção em outra coisa. Treine seus gestos, conte histórias, movimente-se com naturalidade. Passe sua mensagem de forma intererssante.
Para o bem e para o mal, você dá aula para a geração videoclipe. Pessoas que foram criadas em frente aos mais criativos comerciais, em que videogames mostram realidades fantásticas. Entretanto, a tecnologia deve ser encarada como aliada, e não inimiga – apresentações multimídia, aparelhos de som, videocassetes – tudo isso pode ser usado como apoio à sua aula.
 6 – A pedra no sapato
Pode ser a bagunça da turma do fundão. No ensino médio e superior, pode ser aquele aluno que duvida de tudo o que você diz pelo simples prazer de duvidar. Ou pode até ser um livro esquecido, ou computador que resolve não funcionar.
De qualquer maneira, grande parte do sucesso de sua aula depende de como você lida com esses inesperados. Responda a uma pergunta de maneira rude ou desinteressada, e você perderá qualquer simpatia que a classe poderia ter por você. Seja educado e solícito – a pior coisa que pode acontecer a um professor é perder a calma.
A razão é cultural e muito simples: tendemos sempre a torcer pelo mais fraco. Neste caso, seu aluno. A classe inteira tomará partido dele, não importa quem tenha a razão.
Se um discípulo fizer um comentário rude, repita o que ele disse e fique em silêncio por alguns instantes – são grandes as chances de ele se arrepender e pedir desculpas. Se for preciso, diga algo como “Estou pensando no que você disse. Podemos falar sobre isso após a aula?” Outra forma de se lidar com a situação é responder a questão na hora, ponderadamente – e para toda a classe, não apenas para quem perguntou. Termine sua exposição fazendo contato visual com outro aluno qualquer, por duas razões – a expressão dele vai lhe dizer o que a turma inteira achou do que você disse, ao mesmo tempo que desistimula outras participações inoportunas do aluno que o interrogou.
Não transforme sua aula em um debate entre você e um aluno – há pelo menos mais 20 e tantas pessoas presentes que merecem sua atenção.
 7 – Pratique
Sua aula, como qualquer outra ação, melhora com o treino. Muitos professores se inteiram da matéria, e só treinam a aula uma vez – exatamente quando ela é dada, na frente dos alunos. Não é de se admirar que aconteçam tantos problemas com o ritmo – alguns tópicos são apresentados de maneira arrastada, outras vezes o professor termina o que tem a dizer 20 minutos antes do final da aula. Sem falar nos finais de semestre em que se “corre” com a matéria.
Só há uma maneira de evitar tais desastres. Treine antes. Dê uma aula em casa para seu cônjuge/filhos ou, na falta desses, para o espelho. Não use animais de estimação, são péssimos alunos – seu cachorro gosta de tudo o que você faz e os gatos têm suas próprias prioridades, indecifráveis para as outras espécies. E o que se busca com o treino é,principalmente, uma crítica construtiva.

5 de novembro de 2010

PARTE 02 - SUBSÍDIO DA LIÇÃO 06 - A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA VIDA DO CRENTE

A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA VIDA DO CRENTE


Texto Áureo
“Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hb 4.16).

Caro irmão em Cristo o texto áureo da lição 07 é um convite gracioso para que comunguemos, sem nenhuma obstrução ou impedimento, momentos de alegria e quebrantamento junto aos pés do Senhor. Observemos o que comenta F.Davidson em sua obra O novo comentário da Bíblia: “Cheguemo-nos (16); a palavra grega, aqui, é o termo comumente empregado para a aproximação dos sacerdotes a Deus. Esse privilégio, anteriormente restrito a alguns poucos selecionados, agora Se estende ao povo inteiro de Deus. Além disso, não temos aqui um mero santuário simbólico, neste mundo, onde nos seja possível entrar fisicamente, mas temos aqui a entrada até à própria presença de Deus”.

     No A.T somente os sacerdotes podiam se achegarem junto ao altar do sacrifício, já na era da graça não há restrições quanto aos que podem ou não se apresentar diante do Todo-Poderoso em oração. Somos sacerdotes (Ap 1.6), e devemos cumprir nossa responsabilidade de interceder uns pelos outros. Orar é um ato de adoração, de louvor, de rendição e humilhação diante d’Aquele que tem todo poder e domínio.
Matheus Henry endossa nosso conhecimento com o texto a seguir: “Devemos animar-nos pela excelência de nosso Sumo Sacerdote para ir diretamente ao trono da graça. A misericórdia e a graça são as coisas que queremos; misericórdia que perdoe todos nossos pecados, e graça que purifique nossas almas. Além de nossa dependência diária de Deus para as provisões presentes, há temporadas para as quais devemos prover em nossas orações; tempos de tentação seja pela adversidade ou a prosperidade, e especialmente em nosso momento de morrer. Temos de ir ao trono de justiça com reverência e santo temor, mas não como arrastados, senão como convidados ao trono de misericórdia onde reina a graça. Temos denodo somente pelo sangue de Jesus para entrar ao Lugar Santíssimo; Ele é nosso Advogado e tem adquirido todo o que nossas almas possam desejar ou querer”
A vida devocional deve ser desenvolvida e praticada todos os momentos de nossas vidas. Por meio dela experimentamos cada vez mais das graças e misericórdias do Senhor, fortalecemos nossa fé, somos santificados e renovados. Dessa maneira temos força e poder do Senhor para vencer as tentações, perigos e problemas que surgem em nossa caminhada. Que nesta lição aprendamos mais uma vez a crermos que apesar de nossas falhas, Deus sempre nos convida para buscarmos sua face em oração pois Ele quer que vivamos sempre em estreita comunhão com Ele. A igreja precisar orar e se achegar com confiança, pois “..A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”(Tg 5.16).




Auxílios bibliográficos:
O novo comentário da Bíblia - F. Davidson;
Matthew Henry - Comentário Bíblico NT

PARTE 01 - SUBSÍDIO DA LIÇÃO 06 - A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA VIDA DO CRENTE





SUBSÍDIO EDITADO PELA CPAD.

LEITURA EM CLASSE: Filipenses 4.4-9

INTRODUÇÃO

I. RECONHECENDO O VALOR DA ORAÇÃO
II. A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA ORAÇÃO DO CRENTE
III. COMO DEVE O CRENTE CHEGAR-SE A DEUS EM ORAÇÃO

CONCLUSÃO

ORAÇÃO: UM RELACIONAMENTO DE AMOR COM DEUS [1]

A oração é questão de amor
Chegar a uma teologia ou compreensão básica da oração deveria ser uma das principais prioridades de todo crente. Um estudo dos exemplos bíblicos de oração eficaz, [...] também reveste-se de vital importância. Mas enquanto o crente não se engaja verdadeiramente na oração, de maneira prática e significativa, a teologia e o estudo são de valor limitado. A oração não é respondida por que um crente sabe como ela funciona, mas porque conhece pessoalmente aqueEle a quem as orações são dirigidas.
Antes de qualquer coisa, a oração é questão de amor. Não se trata de encontrar os métodos, as técnicas ou os procedimentos certos para persuadir a Deus a fazer aquilo que desejamos. A mais elevada forma de oração é a relação de amor entre dois corações (o do crente e o de Deus), que batem como se fosse um. Andar com Deus na mais doce comunhão da oração é uma relação contínua. É certo que Deus ouve o clamor cheio de pânico, pedindo ajuda e livramento do desastre ou da calamidade. Mas livrar o crente da tribulação, a fim de que ele possa voltar à sua rotina apática, não é propósito de Deus ao responder às orações. As aflições podem ser a maneira dEle dizer: “Venha a mim. Eu amo você, e desejo ter um recíproco e contínuo relacionamento de amor com você”.

Desenvolvendo o relacionamento de amor
Mas como é que alguém desenvolve esse amor que forma o alicerce de uma vida de oração eficaz? A pergunta mostra-se especialmente pertinente em se tratando do bem-estar material e das questões relacionadas aos dias de hoje. Os cuidados e os confortos da vida atraem o afeto humano a tudo, menos a Deus. E nem deve esse relacionamento de amor, que almeja a comunhão divina como o próprio Deus, vir apenas para fazer pedidos. Antes, deve ser nutrido e cultivado até chegar à maturidade. Começa com a prática regular das várias disciplinas da oração e cresce, com fiel persistência, até chegar a um belo relacionamento de amor com o Pai celeste. As orações são respondidas quando são enviadas ao céu por meio da linha do amor. É inteiramente inconcebível que um crente comum possa ser identificado com um crente cheio do Espírito, pentecostal ou carismático, sem ter um estilo de vida no qual a oração eficaz desempenhe um papel importante.
[...] Seria tolice edificar os fundamentos de uma obra sem erigir uma construção em cima. Portanto, a busca da teologia e de exemplos bíblicos de orações respondidas são inúteis, a menos que uma prática diária de comunhão em oração seja edificada sobre esse alicerce.
[...] O crente sério deve sempre estar consciente da proximidade de um Deus pessoal, que deseja comunicar-se com seus filhos. E quando a mente e o coração estão livres dos cuidados deste mundo, que ocupam grande parte das horas em que estamos acordados, naturalmente nos voltamos àquEle com quem a comunhão é agradabilíssima. 

Reflexão: “Não há nenhum mandamento neotestamentário que requeira um número diário de orações ou um horário preestabelecido para essas orações. Cada crente, por sua própria iniciativa, deveria determinar e traçar um hábito pessoal de oração, pois sem isso é quase impossível que seja desenvolvida uma vida de oração eficaz”.


[1] Texto extraído da obra “Teologia Bíblica da Oração” Rio de Janeiro: CPAD.